terça-feira, 2 de julho de 2013

Manifestantes protestam em frente à Câmara Legislativa do DF

Batalhão de choque e cavalaria reforçaram a segurança no Buriti e na Câmara Legislativa


Os manifestantes voltaram para o Eixo Monumental e seguiram no sentido da Torre de TV

Um grupo de aproximadamente 200 manifestantes protestou em frente ao Palácio do Buriti e da Câmara Legislativa na noite desta segunda-feira (1º/7). Eles gritavam palavras de ordem. A Polícia Militar, a tropa de choque e a cavalaria monitoraram o protesto. Alguns manifestantes chegaram a tentar invadir o prédio da sede do legislativo local, mas a polícia reagiu com spray de pimenta e bombas de gás. O protesto começou pacífico, no Museu da República, foi até o Eixão Sul, rumou para o Buriti e CLDF e terminou no Congresso Nacional.
Manifestantes saem da Rodoviária e seguem para o Eixão Sul


Após o conflito próximo à Casa do Legislativo local, parte dos manifestantes decidiu voltar para o Eixo Monumental e fechar a via N1. A tropa de choque reagiu jogando três bombas de gás no gramado próximo ao ginásio Nilson Nelson. Um helicóptero da Polícia Militar iluminava os manifestantes, que seguiam para a Torre de TV quando um jovem foi detido, com suspeita de usar um raio laser para desestabilizar a aeronave - os policiais revistaram a mochila dele e não encontraram nada. Um grupo de vândalos tentou depredar um carro da PM. A polícia mais uma vez reagiu com spray de pimenta.
No início da noite, a concentração chegou a reunir 400 pessoas na Rodoviária do Plano Piloto. De lá, eles partiram para o Eixão Sul, voltaram para o Eixo Monumental e seguiram, entre os carros, no sentido da Torre de TV. Todas as pistas da via S2 e da N1 ficaram fechadas. O trânsito no local ficou bastante complicado. 
Os manifestantes voltaram para o Eixo Monumental e seguiram no sentido da Torre de TV


A estudante Natalia Leal, 17 anos, faz parte da realização da Marcha do Vinagre e tomou a frente do protesto. "É uma pena que 17 mil pessoas confirmem a presença no Facebook e quase ninguém apareça, é uma falta de respeito com quem se mobiliza", afirma a jovem.
Após esperarem que algum líder do protesto chegasse ao local, os manifestantes decidiram seguir para a Rodoviária

Mais cedo, cerca de 100 manifestantes se concentraram entre o Museu Nacional e a Biblioteca Nacional de Brasília. Após esperarem que algum líder do protesto chegasse ao local, os manifestantes decidiram seguir para a Rodoviária, com a intenção de conseguir concentrar mais gente. Depois, decidiram voltar para a concentração no Complexo Cultural da República.

Mais cedo, cerca de 100 manifestantes se concentraram entre o Museu Nacional e a Biblioteca Nacional de Brasília


Segundo o tenente coronel da PM, Cláudio Ribas, oito companhias, somando 400 homens da Polícia Militar, foram diretamente mobilizadas. Outras tropas de choque especializadas estão sobre aviso.

sábado, 29 de junho de 2013

Primeiro Deputado preso após Manifestações no Brasil

Deputado preso pela Polícia Federal é transferido para Papuda em Brasília. 


Dois dias após ter sua prisão decretada, o deputado Natan Donadon (PMDB-RO) se entregou ontem ao superintendente do Polícia Federal (PF) em Brasília, Marcelo Mosele, próximo a uma parada de ônibus na Asa Sul da cidade. Acompanhado do advogado Nabor Bulhões, Donadon procurou preservar sua imagem e evitar registros da imprensa. Logo depois, a PF adotou os procedimentos legais para efetivar a prisão do congressista.



Natan Donadon, de Rondônia foi levado para o presídio da Papuda, no Distrito Federal. A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) informou que ele passou pelo centro de triagem do complexo penitenciário (localizado a cerca de 20 quilômetros do Congresso Nacional), onde foi submetido a exames médicos e recebeu vacinas. Mais cedo, Donadon esteve na Vara de Execuções Criminais do TJDF, onde um juiz determinou o local da prisão.

Na quinta-feira o diretório regional do PMDB de Rondônia decidiu expulsar o deputado federal Natan Donadon da legenda. 


Condenado a 13 anos, quatro meses e dez dias de prisão por peculato e formação de quadrilha, Donadon é o primeiro deputado federal no exercício do mandato que irá para a cadeia após a promulgação da Constituição Federal de 1988. Ele foi acusado por fazer parte de um esquema que fraudou licitações para contratos de publicidade da Assembleia Legislativa de Rondônia entre 1998 e 1999. Na quarta-feira (26), o Supremo Tribunal Federal (STF) decretou o trânsito em julgado do processo e determinou a prisão do parlamentar.


O mandado de prisão foi expedido na quarta-feira (26) pela relatora do processo, ministra Cármen Lúcia. Ela determinou que a PF cumprisse a ordem. Nos últimos dois dias, agentes tentaram prender o deputado, que negociava sua entrega. Aeroportos e portos, assim como sua casa e de familiares eram monitorados. Donadon passou a ser considerado foragido ontem pela PF por não ter cumprido o acordo inicial. Mas ele resolveu se entregar. A execução da pena está a cargo da Vara de Execuções Penais de Brasília. Ele pode pedir transferência depois para um presídio em Rondônia para ficar mais próximo da família.


Instantes após a decisão da corte constitucional, a Câmara decidiu encaminhar o caso à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para que o parlamentar apresente defesa em até cinco sessões. Ele deve ser comunicado formalmente hoje da abertura do processo de cassação. Após esse prazo, o plenário da Casa definirá se o mandato do parlamentar será cassado. O PMDB também se manifestou após a decisão do STF e decidiu expulsar o parlamentar de seus quadros.


A defesa do parlamentar cogita uma revisão criminal e avalia que a prisão do deputado não é incompatível com o exercício da atividade parlamentar. De acordo com o advogado Nabor Bulhões, apenas duas situações acabam com o mandato parlamentar: cassação e fim da legislatura.

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