quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Quer colocar um político na cadeia e ainda ganhar uma comissão?

Câmara do DF aprova prêmio em dinheiro a quem denunciar corrupção


Projeto prevê que 10% de verba resgatada sejam dados a denunciante.
Texto segue para sanção do governador; OAB-DF diz que vai recorrer.

A Câmara Legislativa do Distrito aprovou por unanimidade, em segundo turno, um projeto de lei que estabelece recompensa em dinheiro para quem delatar esquemas de corrupção. O projeto, aprovado no final de junho, foi publicado no Diário Oficial da Câmara Legislativa nesta segunda-feira (5). O texto segue para sanção do governador Agnelo Queiroz.
De acordo com a proposta, de autoria do deputado Israel Batista (PEN), o dinheiro para o prêmio seria retirado da verba desviada. Para ter direito à recompensa, o dinheiro desviado tem de ser devolvido aos cofres do governo e os acusados condenados por crime contra a administração pública.
A recompensa equivale a 10% do recurso resgatado para quem fizer a denúncia. Se houver mais de um delator, quem denunciou primeiro fica com 70% do prêmio e os outros denunciantes, com os 30% restantes.
Para o autor do projeto, a lei vai incentivar a fiscalização dos recursos públicos. “É importante que todo cidadão se sinta no direito de fiscalizar o dinheiro público. Muitas vezes, quando um cidadão delata um processo de corrupção, ele se expõe diante de perigos imensos, porque ele lida com poderosos.”
Se o texto for sancionado pelo governador Agnelo Queiroz como está, a Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal diz que vai entrar com uma ação direta de inconstitucionalidade.
“Essa pessoa que delata, em boa parte das vezes, já participou ou participa do esquema [de corrupção]. Então, nós estamos dando a oportunidade daquele que, de alguma forma participou ou até se beneficiou do ilícito, de ainda ser agraciado e receber um dinheiro que foi desviado, objeto de corrupção, o que torna ainda mais absurda essa norma”, afirma o conselheiro da OAB do Distrito Federal Fernando Assis.
A OAB informou ainda que dar dinheiro público a um indivíduo fere os princípios da moralidade, impessoalidade e publicidade.

Por nota, o GDF informou que ainda não recebeu o projeto e que, antes da sanção, o texto vai ser analisado pelo departamento jurídico do governo.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Samambaia receberá LIXÃO da Estrutural e do Entorno.

Samambaia receberá LIXÃO da Estrutural e do Entorno.


Nada contra um aterro sanitário. Mais é que a incompetência de um Governo que prometeu dar um jeito na Saúde Pública do DF me faz acreditar que esse aterro que esta indo para Samambaia fatalmente se transformará em um LIXÃO. Afinal onde está a coleta seletiva do DF?
Como se não bastassem as manifestações contrárias ao aterro pela população de Samambaia, o Governador Agnelo Queiroz já anda fechando acordos com Governador Marconi Pirillo para tratarmos do lixo de municípios vizinhos.
Mais fica a pergunta de milhões de moradores do Distrito Federal. Não seria melhor o Governador tratar de cumprir pelo menos o que prometeu em sua Campanha? Ao invés de tentar resolver o problema do mundo e de todos? 



Foi publicado na sexta 5, no Diário Oficial do Distrito Federal, o Consórcio Público de Manejo de Resíduos Sólidos e das Águas Pluviais da Região Integrada do DF e Goiás. Os dois governos assinarão, na próxima semana, o primeiro consórcio entre Estados brasileiros para elaborar um plano de gerenciamento de resíduos sólidos.

O anúncio foi feito após reunião entre os governadores do DF, Agnelo Queiroz, e de Goiás, Marconi Perillo, no Palácio do Buriti na quarta-feira 4.
“A idéia é elaborar uma política integrada para o gerenciamento dos resíduos sólidos, e o Foto: Roberto castro/GDF consórcio viabilizará essas soluções, porque o lixo não tem fronteira. O DF ajudará municípios menores que não teriam condições de atender às exigências”, explicou o secretário de Governo, Gustavo Ponce de Leon.


Representantes do DF e de 20 cidades pertencentes à Região Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno estarão presentes na assembléia de instalação do Consórcio Público de Manejo de Resíduos Sólidos e das Águas Pluviais da Região Integrada do DF e Goiás
“Este é um grande desafio, porque precisamos pensar em desenvolver uma gestão integrada dos resíduos sólidos para que este não se torne um problema ainda maior”, complementou o secretário do Meio Ambiente, Eduardo Brandão.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos, em vigor desde 2010, determina que em agosto de 2014 nenhuma cidade do Brasil poderá ter lixão. E para receber recursos do governo federal para investimento na área é necessária a apresentação do respectivo plano de gestão.

“O Distrito Federal, com certeza, atenderá ao prazo, pois estamos bem avançados. A licitação oficial para a construção do aterro sanitário já está aberta”, adiantou Gustavo Ponce de Leon.